Vistorias periódicas

26/01/2012 - 19h20

Crivella propõe exigência de inspeções periódicas em edifícios

[senador Marcelo Crivella (PRB-RJ)]

Acidentes como o desabamento de três prédios no Centro do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (25), poderiam ser evitados caso as edificações fossem submetidas a vistorias periódicas, opinou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). Para o parlamentar, a tragédia deve motivar tramitação em regime de urgência de projeto de sua autoria (PLS 491/2011) que determina inspeções a cada cinco anos em prédios de uso coletivo de mais de trinta anos:

- Esses prédios têm que ser vistoriados ou teremos mais colapsos de estruturas. A engenharia do passado não tinha o grau de desenvolvimento de hoje. E estruturas envelhecem.

O projeto, que aguarda parecer na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), prevê a criação do Laudo de Inspeção Técnica de Edificação (Lite), no qual os responsáveis pela vistoria anotarão sua avaliação das condições do edifício, as não-conformidades verificadas e os reparos necessários.

Crivella lembrou desastres como o incêndio do edifício Joelma, em 1974, e o desmoronamento parcial do Palace II, em 1998, ao justificar a necessidade de criação de uma política nacional de inspeção periódica das edificações de uso coletivo e reforço do papel de profissionais registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) no acompanhamento de obras.

As causas do acidente que derrubou os três edifícios, de 20, 10 e 4 andares, situados na Rua Treze de Maio, atrás do Theatro Municipal, ainda estão sendo apuradas. A hipótese mais provável é de danos estruturais no prédio mais alto, causados por obras não autorizadas.

Outros casos

Outras tragédias no Centro do Rio também foram atribuídas à falta de fiscalização. Na manhã de 13 de outubro de 2011, uma explosão em um edifício na Praça Tiradentes, provocada por vazamento de gás, deixou três mortos e 17 feridos. Em 2002, na Rua Primeiro de Março, caiu um prédio de cinco andares, onde funcionava um hotel e um restaurante. Duas pessoas morreram. Segundo laudo emitido pela Prefeitura, a queda foi causada por uma demolição, sem fiscalização do Crea, no andar térreo do edifício.

Segundo Marcelo Crivella, o PLS 491/2001 foi originalmente motivado por uma série de acidentes na capital fluminense, envolvendo queda de marquises de concreto em mau estado de conservação. Um caso em Copacabana, em fevereiro de 2007, que causou a morte de duas pessoas, fez a prefeitura do Rio decretar a proibição de construção de novas marquises sobre ruas e calçadas e impor a demolição de marquises antigas.

 

Paulo Cezar Barreto / Foto/Fonte: Agência Senado
 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ 13/05/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do Migalhas) Atualizado em 14/05/2026 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu, por unanimidade, que a existência de quinhões...