"Obras em aeroportos serão feitas em regime de concessão"

Obras em aeroportos serão feitas em regime de concessão, diz Palocci

26/04/2011 - 14h41
Luciana Lima, Pedro Peduzzi e Yara Aquino
Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, disse hoje (26) que três aeroportos começarão a passar por reformas e que essas obras serão feitas em regime de concessão. A decisão foi tomada ontem (25) pelo governo, segundo Palocci.

Serão reformados os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (em Campinas, SP) e Brasília. Palocci informou que o governo ainda estuda promover investimentos nos aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, e do Galeão, no Rio de Janeiro.

“Acabamos de constituir a Secretaria de Aviação Civil. Ontem, a presidenta definiu medidas para essa secretaria já definir o critério de concessão de serviços para Guarulhos, Viracopos e Brasília. Teremos obras em regime de concessão nesses três aeroportos", disse.

De acordo com Palocci, o governo quer começar logo as obras, combinando ações privadas e públicas. "Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado".

A preocupação com a infraestrutura aeroportuária também foi manifestada pela própria presidenta Dilma Rousseff, que ressaltou que o gargalo existente hoje é um "bom problema" a ser administrado pelo governo. De acordo com a presidenta, é preciso lembrar que os aeroportos lotados são consequência do aumento do poder de consumo da população nos últimos anos, que passou a viajar mais de avião.

"Sabemos que muitos dos problemas que vivemos hoje, e que temos o compromisso de enfrentar e resolver, podem ser chamados de bons problemas. Por exemplo: os aeroportos que temos de expandir estão cheios porque o aumento das viagens aéreas superam, em muito, o crescimento do país. Isso não significa que não temos a consciência e a dedicação necessárias para resolver esse problema", disse a presidenta.

Dilma ressaltou, ainda, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que as obras nos aeroportos não podem ter como único foco a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

"O fato de ele [o crescimento do movimento dos aeroportos] resultar do crescimento da demanda do país exige não que eles estejam prontos para a Copa e as Olimpíadas, mas para atender ao crescimento da demanda da população brasileira por viagens de avião, devido à extraordinária melhoria da sua renda. É isso que faz com que estejamos olhando os aeroportos não só como uma questão relativa à Copa e às Olimpíadas. Os aeroportos são muito importantes para a Copa e as Olimpíadas quando olharmos a curto prazo. Também faremos o planejamento de médio e longo prazo deles [dos aeroportos]", disse Dilma.

Edição: Lana Cristina
Agência Brasil

 

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