Novas medidas em defesa de um trânsito mais seguro

DIVIRTA-SE, MAS SEM ABUSO AO VOLANTE

MAIS RIGOR CONTRA OS IRRESPONSÁVEIS 
Autor(es): ADRIANA BERNARDES
Correio Braziliense - 26/04/2013

Depois de tornar mais rigorosa a legislação contra condutores alcoolizados e de estabelecer multa a empregadores que estimulam o excesso de velocidade de motoboys, o Congresso está prestes a aprovar novas medidas em defesa de um trânsito mais seguro. Numa delas, agrava a punição de quem fala ao celular enquanto dirige. Noutra, determina multa de R$ 1.915, igual à da lei seca, para ultrapassagens perigosas. E também pune com R$ 1.915 os participantes de pega. Nesse caso, se o motorista provocar a morte de alguém, a pena será de 5 a 10 anos de prisão

Depois da lei seca mais rigorosa e da punição para o empregador que estimula o excesso de velocidade do motoboy, o Congresso Nacional está prestes a endurecer a pena para o condutor que pratica rachas. A proposta foi aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Deputados e segue agora para a análise do Senado Federal. Caso seja colocada em vigor, o infrator que matar alguém fazendo pega pode ficar preso por até 10 anos. E a multa passa a ser equivalente à da lei seca, no valor de R$ 1.915,40.

O cerco ao motorista não para por aí. Ultrapassar em local proibido também terá multa mais pesada. As mudanças são fruto do esforço do governo federal e do Congresso de inibir condutas no trânsito que levem à morte (leia ilustração). O deputado Hugo Leal, da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, afirma que a meta é reduzir os acidentes fatais. “Não podemos conviver com uma situação como essa. Foram 46 mil mortos em 2010. E a principal preocupação é dar efetividade na punição”, explica.

Além desse projeto, que depende de aprovação do Senado e de sanção presidencial, existem dezenas semelhantes em tramitação no Congresso Nacional. Um deles prevê a criação de um Cadastro Negativo de Condutores Alcoolizados. O autor, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ), diz que será uma espécie de “Serasa dos bebuns”. “Ter o nome na lista será um constrangimento público. Além disso, facilita a fiscalização e o empregador poderá consultar o banco de dados para saber se o candidato cometeu essa infração grave, que tem tirado centenas de vidas”, resume o parlamentar.

O uso do celular ao volante também está na mira dos parlamentares. A meta do Legislativo é agravar a conduta irregular. Se o projeto de lei for aprovado, a infração passará de média a grave. Para se ter uma ideia da frequência do desrespeito, somente no primeiro trimestre deste ano, o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) flagrou a irregularidade 3.284 vezes no Distrito Federal, um aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2012.

Infrações

Técnico automotivo, o ex-motociclista Celso dos Santos Rodrigues, 35 anos, é a favor das punições mais rigorosas para os infratores. Ele comemorou especificamente a mudança para os casos de racha. Em 2008, ele foi vítima de dois condutores que disputavam um pega no Pistão Sul, em Taguatinga, e considera sorte ter sobrevivido. “Um vinha pela faixa da esquerda, e o outro jogou para o acostamento. Só que eu fiz o mesmo e por muito pouco não fui pego de cheio. Desequilibrei-me e caí”, conta. Por pouco, Celso não se feriu com gravidade.

Para o delegado e professor da instituição Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes, Sérgio Bautzer Filho, a punição mais severa e, especialmente, o aumento no valor da multa reduzirão os rachas.

Diretor do Instituto de Segurança no Trânsito, David Duarte destaca que a impunidade no trânsito estimula o cometimento de infrações, mas adverte que só mudar a legislação não resolve. “É preciso tirar a lei do papel. Melhor que ela seja dura o suficiente para desencorajar a conduta infratora e eficaz o bastante para a punir o maior número de motoristas possível”, defende.

 

Fonte: Clippingmp

 

Notícias

Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB

Quarta-feira, 04 de maio de 2011 Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae...

Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão

Extraído de Portal do Holanda  03 de Maio de 2011   Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão - Com a vigência do Projeto de Lei 4.208/2001 , que altera o Código de Processo Penal, a prisão processual estará praticamente inviablizada no Brasil. Essa é...

Prisão em flagrante

  Novo CPP dificulta prisão preventiva após flagrante Por Rodrigo Iennaco   Dando sequência à reforma do Código de Processo Penal, no âmbito da comissão constituída pela Portaria 61/2000, foi encaminhado à sanção presidencial o Projeto de Lei 4.208/2001, que altera dispositivos do CPP...

Erro médico

03/05/2011 - 13h20 DECISÃO Prazo para prescrição de ação por erro médico se inicia quando o paciente se dá conta da lesão O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o...

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...