Processo eletrônico é uma realidade

14/12/2011 21:42

Para deputados, processo eletrônico é uma realidade

 

Entre os deputados integrantes da comissão especial sobre o novo Código de Processo Civil, existe consenso de que o processo eletrônico é uma realidade que não pode ser desconsiderada.

Vice-relator da parte geral do código, que trata dos princípios do processo civil, o deputado Efraim Filho (DEM-PB) também defendeu que o CPC trate da influência da tecnologia no Judiciário. “Falar de novo CPC sem enfrentar o direito eletrônico é um passo muito tímido para a comissão. É preciso avançar, nem que seja nos princípios básicos”, defendeu.

Para o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), a informatização é uma tendência que precisa ser aplicada em todos os setores da administração pública. “É incompreensível que as pessoas hoje ainda tenham de registrar firma da assinatura, ir ao cartório. É preciso que isso seja transportado para o dia a dia do cidadão”, disse. Ele sugeriu que seja dada prioridade aos programas de código aberto, para evitar que a administração pública fique dependente de uma ou outra empresa.

O relator do novo CPC, deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), disse que, em alguns anos, os serventuários que trabalham com a tramitação física dos processos serão como são hoje os caixas de banco, superados pelos terminais eletrônicos. Ele afirmou que seu desafio é criar regras para que isso se faça garantindo a celeridade e a segurança jurídica.

Esta foi a última reunião do ano da comissão especial que analisa o Código de Processo Civil. Barradas Carneiro ressaltou que, nos quatro meses de trabalho, foram realizadas 15 audiências na Câmara e 11 conferências estaduais que, ao todo, ouviram mais de 118 pessoas.

O projeto já recebeu 585 emendas, 360 comentários na comunidade virtual do e-Democracia e 90 sugestões encaminhadas por correio eletrônico à secretaria da Comissão. Ele ressaltou a ampliação dos debates sobre o Código pela Câmara. “O Brasil está sendo ouvido”.

Íntegra da proposta:

Da Redação/WS

Agência Câmara de Notícias
 
 


 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...