Projeto normatiza critérios para concessão de delação premiada

Projeto normatiza critérios para concessão de delação premiada

22/06/2012

Proposta estende a delação premiada aos investigados por crimes comuns, não apenas para integrantes de grupos organizados.

Espanha, Portugal, Colômbia, EUA e Itália também adotam a delação premiada, diz Pimenta.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3316/12, do deputado Edson Pimenta (PSD-BA), que regulamenta a delação premiada.


Instrumento que beneficia o réu ou suspeito com a redução da pena em troca de colaboração nas investigações. Prevista em várias leis brasileiras há mais de 20 anos, a delação premiada até hoje não foi regulamentada.

A proposta de Pimenta determina que seja beneficiada a pessoa que contribuir voluntária e efetivamente com a Justiça, passando as informações que conhece sobre o crime e que permita a efetiva interrupção das atividades ilícitas, identificação de autores, recuperação do produto do crime ou localização de vítimas.

A proposta é igual ao PL 6984/10, do ex-deputado Nelson Goetten, que foi arquivado sem votação no fim da legislatura passada. “A delação premiada tem sido utilizada como efetivo instrumento de combate ao crime, permitindo que coautores ou partícipes cooperem, passando informações essenciais às investigações, que resultem na liberação de vítimas de sequestro, na recuperação de bens ou mesmo no desbaratamento de quadrilhas”, argumenta Pimenta.

O projeto altera nove leis que tratam do tema. (Veja comparação.)

Redução da pena
Segundo o texto, o juiz poderá deixar de aplicar a pena ou reduzi-la de 1/6 a 2/3, porém somente quando a pena for menor que dez anos, o réu for primário e da colaboração resultarem todos os resultados previstos.

A concessão do benefício levará em conta a personalidade do beneficiado, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do fato criminoso. O benefício só será concedido pelo juiz caso a colaboração ou acordo ocorra até o interrogatório do réu.

Tramitação
O projeto tramita apensado ao PL 4449/98, que trata da proteção, pelo Estado, de vítima ou testemunha de crime.

Continua: Proposta que regulamenta delação premiada modifica nove leis  Íntegra da proposta: PL-3316/2012 

 

Reportagem – Vânia Alves
Edição – Natalia Doederlein

Extraído de JusClip
 

Notícias

O mercado ilegal de produtos

27/02/2011 - 10h00 ESPECIAL Decisões judiciais imprimem mais rigor contra a pirataria “Receita continua a fiscalizar comércio irregular em São Paulo.” “Polícia estoura estúdio de pirataria e apreende 40 mil CDs e DVDS.” “Quadrilha tenta pagar propina de R$ 30 mil e é desarticulada.” Todas essas...

A idade mínima para ser juiz

  Juízes, idade mínima e reflexos nas decisões Por Vladimir Passos de Freitas A idade mínima para ser juiz e os reflexos no comportamento e nas decisões é tema tratado sem maior profundidade. As Constituições de 1824 e de 1891 não fixaram idade mínima para ser juiz. Todavia, o Decreto 848,...

Quando o anticoncepcional falha

Quando o anticoncepcional falha (25.02.11) O TJ de Santa Catarina decidiu que uma indústria Germed Farmacêutica Ltda. deve continuar pagando pensão de um salário mínimo mensal - mesmo enquanto apelação não é julgada - a uma mulher da cidade de Navegantes que teria engravidado apesar de utilizar...

Credores não habilitados

Extraído de AnoregBR Concordatária tem direito ao levantamento de valores que estão depositados à disposição de credores não habilitados Sex, 25 de Fevereiro de 2011 13:53 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a empresa Ferragens Amadeo Scalabrin Ltda. tem direito ao...

Direito de Família

  Leis esparsas e jurisprudência geram novas tendências Por Caetano Lagrasta   O Direito de Família é atividade jurídica em constante evolução, ligada aos Costumes e que merece tratamento diferenciado por parte de seus lidadores. Baseado no Sentimento, no Afeto e no Amor, merece soluções...

É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra

24/02/2011 - 10h16 DECISÃO É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra Interceptações telefônicas autorizadas em diferentes operações da Polícia Federal não podem ser consideradas ilegais. Essa foi a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao...