Sstema exaurido

01/07/2013 - 20h17 Atualizado em 01/07/2013 - 21h28

Relator da reforma política sugere perguntas para plebiscito

Henrique Fontana defendeu rapidez na realização da consulta popular sobre a reforma política. Ideia do plebiscito foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff após as manifestações que ocorreram nas ruas do País.

Gustavo Lima/Câmara
Dep. Henrique Fontana (PT-RS), fala sobre plebiscito e reforma política
Fontana: população precisa ser consultada sobre financiamento de campanhas.

O relator da reforma política na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), informou que vai sugerir três perguntas referentes ao financiamento de campanhas no plebiscito sobre a reforma.

Fontana quer que a população responda às seguintes questões: "Você concorda que empresas façam doações para campanhas eleitorais?", "Você concorda que pessoas físicas façam doações para campanhas eleitorais?" e "Você concorda que a lei estabeleça limite de gastos igual para todos os candidatos que disputam o mesmo cargo?".

Henrique Fontana afirmou nesta segunda-feira (1º) que o Congresso Nacional tem de se empenhar para que o plebiscito sobre a reforma política seja feito rapidamente para que os temas aprovados passem a valer nas eleições do ano que vem. Para ele, o sistema político brasileiro é um dos piores do mundo.

“O grande consenso nacional é que o atual sistema político está exaurido, principalmente no quesito do financiamento de campanhas. Ele é um dos piores do mundo. A mudança é urgente", disse o deputado.

A proposta de plebiscito será encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional nesta terça-feira (2).

Tema polêmico
Para Fontana, a consulta popular não deve ter mais do que dez perguntas aos eleitores. Além do financiamento de campanha, ele disse que são necessárias perguntas sobre o sistema eleitoral, eleições gerais e o fim das coligações eleitorais.

Segundo o deputado, a opinião pública precisa se posicionar sobre os temas mais difíceis de obter consenso entre os parlamentares. Ele lembrou que a proposta da reforma política chegou a entrar na pauta do Plenário em abril, mas não foi votada por falta de acordo.

O texto da reforma política que aguarda votação na Câmara prevê financiamento público exclusivo de campanhas; fim das coligações para eleições proporcionais; instituição de uma lista flexível de candidatos; simplificação do processo de apresentação dos projetos de iniciativa popular; e eleições majoritárias e proporcionais no mesmo ano.

Fontana afirmou que pedirá ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, para relatar o projeto de reforma política formulado após o plebiscito.

Manifestações
Para o cientista político da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Ranulfo, a reforma política não pode servir de resposta para as manifestações populares que ocorreram recentemente.

"A reforma política não dialoga com as ruas, as ruas querem políticas públicas melhores, e isso não passa por reforma política. Apresentar a ideia de uma reforma política como resposta às ruas é um erro, é uma precipitação, e pode jogar uma discussão que é muito complexa, a discussão da reforma política, no calor da rua, o que seria um desastre", disse Ranulfo.

Justiça Eleitoral
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, recebeu nesta segunda-feira pedido da presidente Dilma Rousseff sobre os prazos para a realização do plebiscito.

"A Justiça Eleitoral brasileira está pronta e preparada sempre para cumprir o que a Constituição determina, que é a consulta popular; mas o Tribunal Superior Eleitoral e a Justiça Eleitoral brasileira têm os seus procedimentos, sistemas, os prazos necessários e isto será formalmente encaminhado", disse a ministra.

 

Cármen Lúcia se reúne nesta terça-feira (2) com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais para discutir o tema.

Da Redação
Com informações da Agência Brasil

Agência Câmara Notícias
 
 

 

Notícias

Decisão de ofício fere as normas do direito processual

Sentença que concedeu divórcio de ofício é nula Decisão de ofício que decreta o divórcio de um casal, sem que este tenha feito tal pedido, fere as normas do direito processual e é absolutamente nula. Com este entendimento, a 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, de forma...

Depositar cheque pré-datado antes da data gera dano moral

29 de Junho de 2011 Depositar cheque pré-datado antes da data gera dano moral - "A devolução do cheque por falta de provisão, ocasionada pelo desconto do cheque anteriormente à data pré-fixada, evidencia abalo de crédito e dano moral, em razão da situação constrangedora pela qual passou a autora,...

Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio

28/06/2011 - 10h05 DECISÃO Comprador imitido na posse responde pelas despesas de condomínio A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a vendedora de uma sala comercial em um edifício não possui legitimidade para responder pelas despesas condominiais, uma vez que o...

Comportamento descortês

Atitude de presidente do CNJ sobre uso de terno irrita presidente da OAB-MS Campo Grande, 25/06/2011  A atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cezar Peluso, causou revolta entre advogados de Mato Grosso do Sul. Motivo: na sessão...