Aprovação automática de alunos pode acabar

José Medeiros apresentou relatório favorável ao projeto
Pedro França/Agência Senado

Proposta que acaba com aprovação automática pode ser votada em comissão

  

Carlos Penna Brescianini | 26/10/2018, 09h10 - ATUALIZADO EM 26/10/2018, 13h26

O projeto que acaba com a aprovação automática de alunos nos ensinos fundamental e médio está para ser votado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) nesta terça-feira (30). O PLC 127/2017 já possui relatório favorável do senador José Medeiros (Pode-MT), que concorda com o fim da aprovação de estudantes que não possuam notas suficientes:

— A progressão continuada foi implementada no Brasil sem que houvesse uma mudança estrutural e pedagógica no sistema que sustentasse esse modelo. Ela se transformou em aprovação automática dos alunos, que avançam os ciclos sem estarem prontos, até que terminem seus estudos sem estarem preparados para o mercado de trabalho e para a vida.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) implantou no Brasil a possibilidade de um aluno do ensino fundamental ou médio passar de ano sem ter atingido as notas mínimas para aprovação. A reprovação só pode ocorrer ao fim de um ciclo, que engloba mais de um ano letivo ou série. Na avaliação de Medeiros, esse sistema está causando uma decadência na qualidade da formação dos estudantes brasileiros:

“Nosso país está deixando de crescer em razão da falta de qualidade na formação de nossos estudantes. Não é à toa que os resultados das avaliações de desempenho dos estudantes são vergonhosos e o Brasil ocupa uma das piores posições na avaliação mundial de educação, o PISA [sigle em inglês do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes]. Em 2015, entre 70 nações avaliadas, o Brasil ficou em 63º em ciências, 59º em leitura e 65º em matemática”, afirma em seu relatório.

PLC 117/2017 foi elaborado inicialmente pelo deputado Alexandre Leite (DEM-SP) em 2014. Foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2017 e chegou ao Senado em outubro daquele ano, onde passou a tramitar em conjunto com o PLS 336/2017, do senador Wilder Moraes (PP-GO), que trata do mesmo tema.

Emendas

Também está prevista na pauta da Comissão de Educação desta terça-feira a elaboração de emendas ao Orçamento da União de 2019 (PLN 27/2018) que beneficiem universidades públicas.

Na pauta ordinária da comissão, há ainda propostas para uma série de homenagens, como a criação de dias comemorativos e a inscrição de brasileiros no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

 

Agência Senado

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ 13/05/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do Migalhas) Atualizado em 14/05/2026 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu, por unanimidade, que a existência de quinhões...