Artigo - Filhos legítimos e adotivos tem o mesmo direito à herança - por Viviane Bevilacqua

Origem da Imagem/Fonte: Colégio Notarial do Brasil

Artigo - Filhos legítimos e adotivos tem o mesmo direito à herança - por Viviane Bevilacqua

Publicado em 07/03/2018

Um casal teve dois filhos legítimos. Muitos anos depois, decidiram adotar uma criança. Como a menina pela qual se apaixonaram no orfanato tinha um irmãozinho menor, resolveram adotar os dois. Tudo foi feito de forma legal. Os filhos biológicos cresceram e saíram de casa: a moça casou e foi morar fora do país; o irmão entrou para a Aeronáutica e poucas vezes voltou para visitar os pais. As duas crianças adotadas, em compensação, sempre foram grandes companheiras do pai e da mãe. Também foram eles, os “ilegítimos”, que cuidaram dos pais na velhice, amparando-os em todas as suas necessidades, até a morte. O homem morreu há dois anos, e a mulher no começo de 2017.

Desde então, começou uma briga na justiça. Os filhos legítimos não aceitam dividir a herança _ que não é pouca coisa _ com os irmãos adotivos. Alegam que eles não têm direito, já que boa parte dos imóveis pertencia à família antes deles serem adotados. O caso promete se arrastar, já que está muito difícil um acordo que satisfaça todas as partes. Herdeiros brigando por herança não é nenhuma novidade. Até irmãos que sempre se deram muito bem frequentemente entram em litígio quando tem dinheiro em jogo.

A lei, no entanto, é clara: O filho adotivo tem direito à herança. A Constituição de 1988 extinguiu toda e qualquer distinção entre filhos biológicos e adotivos. “Ambos têm os mesmos direitos, inclusive no que diz respeito à herança”, explica a advogada Ivone Zeger, especialista em Direito de Sucessão e Direito de Família. Quando uma pessoa morre sem deixar testamento, cabe à legislação em vigor determinar quem são os herdeiros, procedimento chamado de sucessão legítima. Têm preferência no recebimento da herança os descendentes (filhos biológicos ou legalmente adotados) e, na ausência deles, netos e bisnetos, bem como o cônjuge (dependendo do regime de bens do casamento). Se eles não existirem, os próximos chamados serão os ascendentes: pais, ou avós ou bisavós do falecido. Se uma pessoa morre sem deixar herdeiros, a herança é considerada vacante e fica em poder do Estado.

Fonte: NSC Total
Extraído de Colégio Notarial do Brasil

Notícias

Prisão em flagrante

  Novo CPP dificulta prisão preventiva após flagrante Por Rodrigo Iennaco   Dando sequência à reforma do Código de Processo Penal, no âmbito da comissão constituída pela Portaria 61/2000, foi encaminhado à sanção presidencial o Projeto de Lei 4.208/2001, que altera dispositivos do CPP...

Erro médico

03/05/2011 - 13h20 DECISÃO Prazo para prescrição de ação por erro médico se inicia quando o paciente se dá conta da lesão O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o...

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...

Nova ordem

  EC do divórcio torna separação inútil Por César Leandro de Almeida Rabelo   Concebido por valores morais, religiosos e sociais, o casamento pretende a união duradoura entre os cônjuges, ressalvada a possibilidade de dissolução nas hipóteses previstas na legislação. Contudo o princípio...

PEC dos recursos

  Palavra final do STJ é essencial na Justiça Editorial do jornal Folha de S.Paulo deste sábado (30/4) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, trabalha para marcar sua gestão com uma mudança profunda no rito processual na Justiça. A ideia é dar validade imediata...