Câmara analisa quebra de patente de vacinas contra Covid-19

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Freire: relativização de direitos com patentes é essencial para ampliar fabricação das vacinas

Projeto em análise permite quebra de patente de vacinas contra Covid-19

Autor da proposta argumenta que laboratórios que detêm a propriedade industrial das vacinas não têm capacidade produtiva para atender a demanda mundial

04/02/2021 - 12:02

O Projeto de Lei 174/21 determina que as patentes de vacinas contra a Covid-19 sejam licenciadas compulsoriamente no Brasil enquanto perdurar a pandemia. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

O efeito prático da medida é permitir que o governo quebre a patente das vacinas contra a Covid disponíveis no mercado mundial, possibilitando a sua fabricação no Brasil.

O projeto é do deputado Heitor Freire (PSL-CE) e altera a lei que estabeleceu medidas para enfrentar o novo coronavírus (Lei 13.979/20).

Atualmente, a CoronaVac é a única vacina produzida no País. O imunizante é feito no Instituto Butantan, em São Paulo, sob licença do laboratório chinês Sinovac. As demais vacinas precisam ser compradas pelo governo brasileiro, em acordos com as farmacêuticas estrangeiras.

Capacidade produtiva
O deputado argumenta que os laboratórios que possuem a propriedade industrial das vacinas não têm capacidade produtiva para atender a demanda mundial pelos produtos. Em decorrência disso, a imunização da população vai demorar, permitindo o surgimento de variantes do vírus causador da doença e de novas ondas de reinfecção mundial.

“Nesse contexto, a relativização dos direitos relacionadas com as patentes e marcas deve ser vista como uma medida essencial para a ampliação das possibilidades de fabricação das doses de imunizantes contra a Covid-19”, disse Freire.

Ele afirma ainda que a licença compulsória das patentes das vacinas poderá viabilizar o aumento de produção em níveis suficientes para que seja atingida a imunidade de rebanho, que gira em torno de 60% da população. “Quanto mais rápido caminharmos com essa questão, mais rápido vamos imunizar os brasileiros”, disse.

Reportagem – Janary Júnior
Edição - Natalia Doederlein

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Notícias

Erro médico

03/05/2011 - 13h20 DECISÃO Prazo para prescrição de ação por erro médico se inicia quando o paciente se dá conta da lesão O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o...

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...

Nova ordem

  EC do divórcio torna separação inútil Por César Leandro de Almeida Rabelo   Concebido por valores morais, religiosos e sociais, o casamento pretende a união duradoura entre os cônjuges, ressalvada a possibilidade de dissolução nas hipóteses previstas na legislação. Contudo o princípio...

PEC dos recursos

  Palavra final do STJ é essencial na Justiça Editorial do jornal Folha de S.Paulo deste sábado (30/4) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, trabalha para marcar sua gestão com uma mudança profunda no rito processual na Justiça. A ideia é dar validade imediata...