CCJ rejeita mudanças na Lei dos Juizados Especiais Cíveis

Vinícius Loures/Câmara dos Deputados
Fábio Trad ressaltou a importância da audiência de conciliação

CCJ rejeita mudanças na Lei dos Juizados Especiais Cíveis

Projeto que previa possibilidade de dispensa da audiência de conciliação prévia por vontade do réu deverá ser arquivado

08/11/2019 - 12:18  

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Lei 5123/13, que propunha uma série de alterações na Lei dos Juizados Especiais Cíveis. Entre elas, a possibilidade de dispensa da audiência de conciliação prévia por vontade do réu se ele, por petição, justificar o não interesse em acordo, sujeita a despacho do juiz.

“Discordamos de tal posicionamento, visto que a audiência de conciliação, que tem como objetivo incitar a composição na fase inicial do processo, vem sido considerada como o meio mais eficiente para a mediação de conflitos e garantir a celeridade da ação”, afirmou o relator, deputado Fábio Trad (PSD-MS). O parecer dele foi contrário ao projeto apresentado pelo ex-deputado Jorge Tadeu Mudalen. A proposta será arquivada, a não ser que haja recurso para análise pelo Plenário.

O projeto também alterava outros pontos da lei, concernentes à participação de advogados nas ações desses juizados, prazos, procedimentos e recursos. O relator discordou, por exemplo, do ponto da proposta que previa a dispensa da obrigatoriedade de acompanhamento por advogado nas causas de valor superior a 20 salários mínimos e na fase recursal.

“Entendemos que essas e outras alterações propostas não trariam melhoramentos ao funcionamento dos juizados especiais, nem tornariam mais efetiva a atividade jurisdicional do Estado”, disse.

Reportagem - Lara Haje
Edição - Wilson Silveira - Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse

Posse pacífica Juíza reconhece domínio de imóvel por usucapião após 40 anos de posse Magistrada concluiu que autor comprovou posse contínua, pacífica e com ânimo de dono desde 1982. Da Redação quarta-feira, 11 de março de 2026 Atualizado às 16:01 A juíza de Direito Sara Fontes Carvalho de Araujo,...

STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida

Herança STJ preserva testamento sem filha mesmo após paternidade reconhecida Relatora entendeu que não há rompimento de testamento quando o autor mantém suas disposições mesmo ciente de ação de paternidade. 4ª turma entendeu que não há rompimento quando testador manteve disposição patrimonial mesmo...

Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral

Opinião Sobrenome do ex-cônjuge após o divórcio: exclusão pela via registral Marcos Dallarmi 6 de março de 2026, 6h39 Sob a ótica procedimental, a prática recomenda atenção a quatro pontos: prova do fato jurídico; precisão do resultado; segurança na formalização; e coerência pós-averbação. Confira...