CNJ firma contrato com o Serpro para uso de sistemas

Foto: Rômulo Serpo/Agência CNJ

CNJ firma contrato com o Serpro para uso de sistemas

19 de dezembro de 2019  CNJ

O Conselho Nacional de Justiça firmou nesta quarta-feira (17/12), contrato de cooperação e compartilhamento com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para uso do Sistema de Administração de Pessoal (Siape) e do Sistema de Gestão de Pessoas (Sigepe). O CNJ é o primeiro órgão do Poder Judiciário brasileiro a fazer uso dos sistemas de pessoal que foram desenvolvidos e consolidados nas últimas décadas pelo Executivo e, segundo expectativas da Diretoria-Geral do Conselho, até junho de 2020 as operações devem estar disponíveis para uso interno do CNJ. Após a implantação neste Conselho, uma das possibilidades é a disponibilização para outros órgãos do Poder Judiciário, conforme necessidade e interesse dos tribunais.

Uma reunião na sede do Conselho com dirigentes do Ministério da Economia e do Serpro reiterou compromissos das partes para a execução célere do contrato, atendendo à latente demanda do CNJ que, atualmente, utiliza um sistema defasado em relação a suas necessidades. “Nossa folha de pagamento, por exemplo, deveria ter uma operacionalização muito simples pelo perfil dos servidores do CNJ e por ser um órgão relativamente jovem, mas o sistema atual não nos atende e acaba dificultando alguns registros. O apoio da Diretoria-Geral do CNJ, a parceria com o Ministério da Economia e Serpro, e principalmente o apoio dos servidores da Secretaria de Gestão de Pessoas e do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do CNJ foram fundamentais para possibilitar a concretização do acordo. “É importante termos um sistema amigável ao usuário, de simples utilização, que atenda às necessidades e esteja à disposição dos servidores também por meio de aplicativo mobile”, afirmou Raquel Cunha, Secretária de Gestão de Pessoas do Conselho.

“Somos todos dependentes do Tesouro Nacional, a fonte de recursos é uma só. Nosso país não tem condições de ficar dispensando ou abrindo mão de trabalhos anteriores que foram feitos e que são exitosos, como é o caso dos sistemas Siape/Sigepe, consolidados na administração pública federal. Para nós é importante compartilhar essa experiência exitosa com o CNJ, pois resolve um problema prático relevante que é ter um sistema confiável de gestão de pessoas”, foi a avaliação do Diretor-Geral do CNJ, Johaness Eck, sobre os benefícios que virão para o Conselho a partir do contrato firmado.

Atualmente, os sistemas Siape e Sigepe são utilizados por mais de 200 órgãos da administração pública. Por meio deles é possível processar o pagamento de servidores, regidos tanto pelo Regime Jurídico Único Federal (Lei 8.112/90) quanto pela CLT e por outros regimes (Contratos Temporários, Estágios, Residência Médica, etc), além de ser um sistema que se comunica com outras plataformas de gestão de pessoas, simplificando assim os trâmites e diminuindo retrabalho de publicação de planilhas e lançamento de dados em sistemas diversos.

A expectativa é a de migrar a base de dados dos servidores do CNJ para os novos sistemas, a fim de unificar as informações e consolidá-las em local seguro, já no primeiro semestre de 2020. Segundo a equipe técnica do CNJ, o Serpro, que é uma empresa pública, já possuí toda a experiência necessária aplicada a sistemas de gestão da administração pública. “Estamos passando por transformações em busca de mais eficiência. Se algo já funciona bem dentro de uma esfera da administração pública, porque não expandir? ”, concluiu o superintendente de tecnologia do Serpro, Bruno Vilela.

Os representantes do Ministério da Economia e do Serpro que estiveram presentes no encontro com o CNJ avaliaram positivamente a parceria e se colocaram à disposição para identificação de outros sistemas possíveis de compartilhamento entre os órgãos da administração pública. Da mesma forma, o CNJ se prontificou a compartilhar todos os avanços e incrementos que forem realizados nos sistemas ora contratados.

Jônathas Seixas
Agência CNJ de Notícias

Notícias

O mercado ilegal de produtos

27/02/2011 - 10h00 ESPECIAL Decisões judiciais imprimem mais rigor contra a pirataria “Receita continua a fiscalizar comércio irregular em São Paulo.” “Polícia estoura estúdio de pirataria e apreende 40 mil CDs e DVDS.” “Quadrilha tenta pagar propina de R$ 30 mil e é desarticulada.” Todas essas...

A idade mínima para ser juiz

  Juízes, idade mínima e reflexos nas decisões Por Vladimir Passos de Freitas A idade mínima para ser juiz e os reflexos no comportamento e nas decisões é tema tratado sem maior profundidade. As Constituições de 1824 e de 1891 não fixaram idade mínima para ser juiz. Todavia, o Decreto 848,...

Quando o anticoncepcional falha

Quando o anticoncepcional falha (25.02.11) O TJ de Santa Catarina decidiu que uma indústria Germed Farmacêutica Ltda. deve continuar pagando pensão de um salário mínimo mensal - mesmo enquanto apelação não é julgada - a uma mulher da cidade de Navegantes que teria engravidado apesar de utilizar...

Credores não habilitados

Extraído de AnoregBR Concordatária tem direito ao levantamento de valores que estão depositados à disposição de credores não habilitados Sex, 25 de Fevereiro de 2011 13:53 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a empresa Ferragens Amadeo Scalabrin Ltda. tem direito ao...

Direito de Família

  Leis esparsas e jurisprudência geram novas tendências Por Caetano Lagrasta   O Direito de Família é atividade jurídica em constante evolução, ligada aos Costumes e que merece tratamento diferenciado por parte de seus lidadores. Baseado no Sentimento, no Afeto e no Amor, merece soluções...

É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra

24/02/2011 - 10h16 DECISÃO É válida escuta autorizada para uma operação e utilizada também em outra Interceptações telefônicas autorizadas em diferentes operações da Polícia Federal não podem ser consideradas ilegais. Essa foi a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao...