Empresários propõem a Cunha mudança no projeto da desoneração

J.Batista/Câmara dos Deputados
18/08/2015 - 21h55

Empresários propõem a Cunha mudança no projeto da desoneração

A proposta das entidades é que o aumento seja linear para todos os segmentos econômicos no valor de 50%, ou seja, onde é 1% sobre o faturamento passaria a 1,5%, e nos setores em que se cobra 2% passaria para 3%.

J.Batista/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ) recebe o empresário Paulo Skaf
O presidente da Câmara recebeu representantes de 44 entidades empresariais que cobraram mudanças no projeto da desoneração da folha de pagamento.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recebeu nesta terça-feira (18) representantes de 44 entidades empresariais que cobraram mudanças no projeto da desoneração. O encontro foi liderado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.
 

O Projeto de Lei 863/15, de autoria do Poder Executivo, reduz a desoneração da folha de pagamento de empresas de 56 setores. A matéria, aprovada em 25 de junho, está na pauta desta quarta-feira (19) do Senado Federal (PLC 57/15).

A proposta das entidades é que o aumento seja linear para todos os segmentos econômicos no valor de 50%, ou seja, onde é 1% sobre o faturamento passaria a 1,5%, e nos setores em que se cobra 2% passaria para 3%. O texto do projeto original, no entanto, aumenta as duas alíquotas atuais de 1% e 2% para, respectivamente, 2,5% e 4,5%.

Ressalva à proposta
Skaf disse que a reivindicação representa a unanimidade dos 56 setores afetados com o projeto, que faz parte do ajuste fiscal proposto pelo governo da presidente Dilma Rousseff. Cunha, no entanto, não descartou que o Plenário da Câmara mantenha a proposta originalmente aprovada.

“Fiz a ressalva a ele, existe uma diferença entre o critério que foi aprovado pela Câmara e a proposta do governo. O que vem do governo é a opção da empresa pelo modelo de contribuir sobre o faturamento e a opção em relação à folha, ou seja, o contribuinte opta, a cada ano, se ele quer contribuir sobre a folha ou sobre o faturamento. A proposta dele [Skaf], tiraria essa opção e ficaria, compulsoriamente, sobre o faturamento, para ficar o mesmo resultado fiscal”, explicou Cunha.

O benefício da desoneração foi criado em 2011 e permitiu que setores da economia trocassem a contribuição patronal para a Previdência, de 20% sobre a folha de pagamentos, por alíquotas incidentes na receita bruta.

O projeto encontra-se no Senado (PLC 57/2015) e tramita em regime de urgência. A expectativa é que a votação aconteça ainda nesta semana.

Reforma tributária
Em palestra para produtores da região Centro–Oeste na tarde desta terça-feira (18), Eduardo Cunha disse que pretende votar a reforma tributária no próximo mês ou mais tardar em outubro.

Cunha informou que a comissão especial criada por ele tem 30 dias para elaborar um parecer com base em relatórios e emendas de outras comissões que analisaram o tema.

Ele explicou que pretende levar ao Plenário uma emenda aglutinativa para ser votada. “A emenda pode pegar parte de cada um dos textos que está lá e vamos ver se vamos estabelecer um consenso”, afirmou.

Cunha justificou que deixou a reforma tributária para o segundo semestre devido à discussão sobre o pacto federativo. "Na prática há uma superposição de atribuições e falta de receitas para cumprir as atribuições. Vivemos um período em que não temos uma definição clara da responsabilidade da saúde dos entes federados, o que é saúde municipal, o que é estadual, o que é federal”, disse o presidente.

Crise política x crise econômica
Cunha destacou que a prioridade do governo deve ser resolver a crise política, pois ela proporciona as condições para se enfrentar a crise econômica. “A crise política permite a imagem da segurança daqueles que querem enfrentar a crise econômica. Muito do que a gente vive hoje é pela perda da confiança que a sociedade detém no comando da economia. Vivemos mais uma crise de confiança do que uma crise econômica”, ressaltou Cunha
.

Reportagem - Thyago Marcel e Luiz Gustavo Xavier 
Edição – Regina Céli Assumpção
Com informações da Agência Senado
Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...

Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil

Questão de identidade Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil 9 de abril de 2026, 10h38 “O Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 4275, que analisou a possibilidade de alteração do prenome e do sexo no registro civil de pessoa transgênero, assentou...

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação?

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação? Adriana Ventura Maia Supremo decide que bens no Brasil exigem inventário nacional, mesmo com testamento estrangeiro, reforçando a soberania e a segurança jurídica sucessória. quinta-feira, 9 de abril de 2026 Atualizado em...

Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores

02/04/2026 Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores Embora a modalidade esteja em expansão, ainda há espaço para crescimento, aponta Abecip Conhecido como home equity, o crédito com garantia de imóvel tem sido cada vez mais utilizado no mercado financeiro nacional. Dados da Associação...