Ex-detentos ajudam o meio ambiente

Ex-detentos fazem sacolas e ajudam o meio ambiente

01/02/2012 - 00h00

A fabricação de sacolas de papel é esperança de uma vida melhor para ex-detentos, dependentes químicos, pessoas em situação de rua e portadores do HIV atendidos pelo Projeto Liberty, de Campinas (SP). O Liberty é parceiro do  programa Começar de Novo, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que utiliza a inclusão produtiva de detentos e ex-detentos para prevenir a reincidência criminal.

A produção das sacolas ecológicas foi iniciada em janeiro, no mesmo mês em que as de plástico deixaram de ser usadas nos supermercados de São Paulo. Neste novo empreendimento, o Liberty tem como parceira a empresa BG Flexo, sediada em Campinas e com escritório em São Paulo. Ela fornece material e equipamento, treina os trabalhadores, os remunera com R$ 770 mensais e vende o produto para supermercados, drogarias e outros estabelecimentos comerciais.

As sacolas são feitas em uma máquina que tem capacidade para produzir 400 mil unidades por mês. Nesta fase inicial, o empreendimento conta com dez trabalhadores, responsáveis pelo manuseio do equipamento e pelo acabamento do produto. A meta do Liberty é chegar a 50 trabalhadores, contingente necessário para o alcance da produção mensal de 400 mil sacolas.

“Nosso objetivo é oferecer oportunidade de trabalho e renda lícita para quem quer construir uma nova vida longe do crime. Queremos também apoiar as pessoas que são soropositivas e enfrentam dificuldades de inserção no mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do Projeto Liberty, Marcos Silveira, acrescentando estar na busca de parceria para conseguir uma outra máquina.

Conscientização- O papel utilizado na fabricação das bolsas é reciclável e oriundo de florestas plantadas especificamente para este tipo de exploração. Os fabricantes do papel são nacionais e possuem certificado de manejo florestal. Nas bolsas está impressa uma mensagem ecológica e, ao mesmo tempo, social: “Adquirindo as sacolas ecológicas Liberty você estará: contribuindo com a natureza; ajudando a diminuir a violência e a criminalidade; tirando pessoas do mundo das drogas; apoiando pessoas em situação de rua”.

O Projeto Liberty, desde sua criação, em 2006, conseguiu colocação no mercado de trabalho para mais de 170 ex-detentos, por meio de parcerias com entidades públicas e privadas. Em 2010, como reconhecimento pelo trabalho realizado, foi uma das instituições agraciadas pelo CNJ com o Selo do programa Começar de Novo. 

O programa Começar de Novo foi criado pelo CNJ em outubro de 2009. Ele é executado, de forma descentralizada, pelos tribunais de Justiça dos estados e do Distrito Federal e tem como parceiros órgãos públicos, empresas privadas e entidades da sociedade civil, a exemplo do Projeto Liberty.

 

Jorge Vasconcellos
Foto/Fonte: Agência CNJ de Notícias

 

 

Notícias

STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial

Dívida STJ: Ministra admite penhora de imóvel alienado por dívida condominial Decisão da ministra Daniela Teixeira aplica entendimento da 2ª seção sobre natureza propter rem dos débitos de condomínio Da Redação quinta-feira, 5 de março de 2026 Atualizado às 10:57 Ministra Daniela Teixeira aplicou...

STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo

Família STJ autoriza exclusão de sobrenome paterno por abandono afetivo Por unanimidade, 3ª turma permitiu alteração no registro civil. Da Redação terça-feira, 3 de março de 2026 Atualizado às 18:18 Por unanimidade, a 3ª turma do STJ deu provimento a recurso para permitir a supressão de sobrenome...

CNJ rejeita proposta de superpreferência para tramitação de processos

Preferência da preferência CNJ rejeita proposta de superpreferência para tramitação de processos Danilo Vital 24 de fevereiro de 2026, 18h51 Relator do processo, o conselheiro Guilherme Feliciano apontou que o magistrado, com a autonomia na direção dos serviços e independência técnica, pode...