Orçamentos estaduais e municipais devem se tornar impositivos

Médicos em visita a povoado em Vargem Grande (MA): Orçamento impositivo amplia verbas para a saúde 

11/11/2013 - 19h20 Plenário - Votações - Atualizado em 11/11/2013 - 19h24

PEC do Orçamento Impositivo elevará recursos para estados e municípios, diz consultor

Da Redação

Na pauta do Plenário desta semana, a chamada PEC do Orçamento Impositivo (22A/2000), que torna obrigatória a execução das emendas parlamentares ao Orçamento da União, trará mudanças significativas ao processo de gestão orçamentária no país, disse o consultor de orçamentos do Senado Luís Otávio Barroso à TV Senado.

Ele destaca na entrevista três aspectos fundamentais em relação à proposta de emenda à Constituição, cujo texto-base foi aprovado no último dia 5 pelos senadores, com 62 votos favoráveis e 9 contrários.

O primeiro efeito é que, como hoje o governo federal deixa de executar parte das despesas incluídas na lei orçamentária pelos congressistas, a aprovação da PEC aumentará a aplicação de recursos federais nos estados e municípios.

Barroso também ressalta que a emenda, se de fato for incorporada ao texto constitucional, deverá ser adotada pelos governos estaduais e municipais. Ele explica que, embora as normas do processo de elaboração e execução orçamentária estabelecidas pela Constituição tenham sido concebidas para a União, já são no momento seguidas pelas administrações locais.

Assim, prevê o consultor, “o que deve acontecer é que a obrigatoriedade de execução de emendas parlamentares também deve passar a valer não só para a União, mas também para os orçamentos locais - o orçamento de cada estado e o orçamento de cada município”.

Luís Otávio Barroso diz ainda que a PEC do Orçamento Impositivo produz uma “modificação substancial na relação entre os parlamentares e o Poder Executivo”, na medida em que tira do Poder Executivo a liberdade para executar ou não as despesas orçamentárias incluídas nos orçamentos públicos pelo Poder Legislativo.

Para se transformar em regra constitucional, porém, a proposta – de autoria do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) – tem ainda um longo caminho a percorrer.

É preciso, primeiro, que o Senado conclua a votação de primeiro turno, o que depende da votação de emenda do senador Cícero Lucena (PSDB-PB) que eleva os recursos destinados à saúde. Depois, a PEC terá de passar por uma segunda rodada de votação, exigindo-se novamente, para que seja aprovada, os votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores.

Superada essa etapa, a PEC do Orçamento Impositivo será novamente votada pela Câmara dos Deputados, já que o texto aprovado pelos deputados foi alterado pelos senadores.

 

Agência Senado

 

Notícias

Autorização digital não substitui cartório em viagens de menores

18.06.2026 | 16h19  Autorização digital não substitui cartório em viagens de menores Decisão do conselheiro Ulisses Rabaneda rejeita uso exclusivo da assinatura eletrônica do Gov.br DA REDAÇÃO Pais e responsáveis por crianças e adolescentes continuarão obrigados a reconhecer firma em cartório...

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...