Protagonismo juvenil

 

09/08/2011 20:18

Frente defende protagonismo de jovens nas políticas públicas do País

 

 

Gustavo Lima
Audiência pública
Frente parlamentar chamou a juventude para se envolver nas discussões no Congresso.

Se depender da Frente Parlamentar Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, os jovens serão protagonistas na construção das políticas públicas no País. Em audiência pública, nesta terça, sobre o protagonismo juvenil, a frente chamou a juventude a participar e acompanhar de perto as diferentes discussões que envolvem essa faixa etária da população no Congresso.

Uma das coordenadoras da frente, a deputada Teresa Surita (PMDB-RR), cita alguns exemplos. "Nós vamos falar da gravidez precoce, das drogas, da violência sexual, do abuso sexual, enfim, de todos os temas”, explicou. “Eu entendo que é junto com eles que encontramos caminho."

Vindos de diferentes partes do País, os jovens presentes ao debate reclamaram, no entanto, que, apesar de alguns espaços abertos a eles no Congresso ou mesmo em instâncias de governo, as crianças e adolescentes interferem pouco no resultado final das decisões políticas. Questionaram, ainda, a qualidade da educação do País e criticaram a falta de oportunidades de trabalho para o jovem.

Sociedade civil
A secretária nacional de Juventude, Severine Macedo, lembra que, desde a criação do Conselho Nacional de Juventude, em 2005, a sociedade civil tem mais peso nas discussões sobre o tema. Ela informa que dois terços do conselho são compostos por entidades civis organizadas e um terço por órgãos do governo.

Mas Severine reconhece que não bastam conselhos para promover uma inclusão cada vez maior dos jovens na definição de políticas públicas. "É óbvio que isso vai ser sempre uma demanda e tem que continuar sendo, porque nem todos os jovens vão conseguir estar no conselho, nem todos vão poder ser delegados para conferência.”

Na avaliação de Severine, essa é “uma tarefa do governo, do Legislativo, da própria sociedade civil organizada, para a gente talvez, no futuro, responder como ouvir os jovens que não se organizam de forma tradicional”. “Tem milhares de jovens que preferem uma rede social, twitter, facebook."

Segundo o coordenador geral do Observatório dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cláudio Stacheira, são quase 60 milhões de crianças e adolescentes no País, 82% deles vivendo nas cidades.

 

Reportagem - Ana Raquel Macedo/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo
 Foto/Fonte:Agência Câmara de Notícias

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