Segurança pública e combate à violência no trânsito serão debatidos em comissão geral

26/02/2013 - 19h31

Segurança pública e combate à violência no trânsito serão debatidos em comissão geral

Presidente da Câmara também anunciou a criação de uma comissão especial para discutir o financiamento da saúde pública.

J. Batista
Visita do ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves
Henrique Alves (E) recebeu o ministro da Justiça (D), que apresentou as prioridades legislaiva da pasta.

A Câmara deverá realizar em março uma comissão geral para discutir projetos relacionados à segurança pública e ao combate à violência no trânsito. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse nesta terça-feira que vai propor aos líderes a realização do debate no dia 19 de março.

Segundo ele, as propostas discutidas na comissão geral poderão ser votadas em Plenário na semana seguinte. "A segurança e violência no trânsito são temas recorrentes, que se agravam a cada momento, e esta Casa precisa ser protagonista na busca dos debates e das soluções", disse o presidente.

Prioridades da Justiça
O anúncio foi feito depois de reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que veio à Câmara para trazer as prioridades legislativas da pasta. Entre os projetos, segundo ele, está o aumento do adicional de fronteiras, medida que busca garantir o efetivo nessas regiões. O marco civil da internet (Projeto de Lei 2126/11) também é um tema prioritário para a Justiça.

Cardozo argumentou que a comissão geral vai agilizar a votação dos projetos em que houver consenso. "À medida que houver consenso sobre os projetos discutidos, eles serão imediatamente votados. Isso agilizará extremamente a aprovação dos projetos, o que, para nós, é muito importante", disse Cardozo.

Saúde pública

 
dep perondi CH30112011
Presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi propõe discutir percentual do Orçamento para a área.

O presidente da Câmara criou ainda uma comissão especial para discutir o financiamento da saúde publica. O colegiado é uma reivindicação da Frente Parlamentar da Saúde.

De acordo com o presidente da Frente, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), um dos temas que serão discutidos pela nova comissão é o projeto que destina 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde (PLP 123/12).

O colegiado será composto de 21 membros titulares e igual numero de suplentes. Ainda não foi marcada a criação da comissão, que ainda depende da indicação dos integrantes pelos partidos.

Manutenção do SUS
Perondi avaliou que a regulamentação da emenda 29 (Lei Complementar 141/12), que definiu percentuais mínimos de investimento em saúde, ainda não esgotou a discussão, especialmente sobre o papel do governo federal na manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Há necessidade urgente de a Câmara definir novas regras de financiamento da saúde, especialmente na área federal, com equilíbrio, ouvindo movimentos da saúde, a sociedade, a academia e também o Parlamento", disse Perondi.

 

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Newton Araújo

Foto em destaque/Fonte: Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...

Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil

Questão de identidade Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil 9 de abril de 2026, 10h38 “O Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 4275, que analisou a possibilidade de alteração do prenome e do sexo no registro civil de pessoa transgênero, assentou...

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação?

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação? Adriana Ventura Maia Supremo decide que bens no Brasil exigem inventário nacional, mesmo com testamento estrangeiro, reforçando a soberania e a segurança jurídica sucessória. quinta-feira, 9 de abril de 2026 Atualizado em...