Nova regra para registro eletrônico desagrada empresários do comércio

Nova regra para registro eletrônico desagrada empresários do comércio

O fato é que os aparelhos de registro de ponto custam a partir de R$ 1,7 mil e chegam a R$ 4 mil, o que é considerado um investimento alto para micro e pequenas empresas do varejo 

Pela redação - www.incorporativa.com.br

06/09/2011

O custo financeiro é o argumento unânime dos representantes comércio para se recusarem a aderir ao novo ponto eletrônico, cujo início de vigência foi adiado para o dia 3 de outubro.

O fato é que os aparelhos de registro de ponto custam a partir de R$ 1,7 mil e chegam a R$ 4 mil, o que é considerado um investimento alto para micro e pequenas empresas do varejo.

A medida é determinada pela portaria nº 1.510/09, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A diferença do novo ponto eletrônico é que dará mais segurança de dados, que não poderão ser adulterados pelo empregador em malefício ao empregado. O ponto estará programado para emitir um comprovante a cada vez que o empregado fizer um registro, além de o relógio não poder ser bloqueado nem ter os dados editados.

Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-M), o modelo de fiscalização trabalhista foi desenhado pensando na indústria. “O governo montou uma estrutura cara, complicada, burocracia, que só vai atrair mais custo para o consumidor final”.

Na avaliação do presidente da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio/AM), José Roberto Tadros, o legislador criou o mecanismo em favor de grandes redes de departamento e supermercado.

“Esqueceram que de 72% a 78% dos comércios são micros, pequenas e médias empresas. Outro fator é que o trabalhador se queixa, porque tem que bater ponto várias vezes ao dia. Cria um mal estar tamanho que não agrada nem ao empresário, nem ao trabalhador”.

Segundo o presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL), a portaria ministerial deveria ser ajustada e obrigatória para empresas acima de 30 funcionários.

“O equipamento é caro, tem manutenção mensal. A portaria foi pouco debatida com os seguimentos do varejo. Acho que devia ser editada”.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) cerca de 700 mil empresas já usam o sistema de ponto eletrônico e deverão se adequar às novas medidas. Os órgãos públicos não estão obrigados a seguir as regras.


A Crítica/UOL

Extraído de INCorporativa


 

Notícias

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...

Nova ordem

  EC do divórcio torna separação inútil Por César Leandro de Almeida Rabelo   Concebido por valores morais, religiosos e sociais, o casamento pretende a união duradoura entre os cônjuges, ressalvada a possibilidade de dissolução nas hipóteses previstas na legislação. Contudo o princípio...

PEC dos recursos

  Palavra final do STJ é essencial na Justiça Editorial do jornal Folha de S.Paulo deste sábado (30/4) O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, trabalha para marcar sua gestão com uma mudança profunda no rito processual na Justiça. A ideia é dar validade imediata...

Farmácia pode comercializar cosméticos

Extraído de Direito2 Farmácia pode comercializar cosméticos Por: Tribunal de Justiça de Minas Gerais Data de Publicação: 29 de abril de 2011 A farmácia Fitoterápicos A Cura Manipulações Ltda. conseguiu, na Justiça, o direito de preparar, expor e comercializar produtos cosméticos, sem a apresentação...