Pai e filha fazem as pazes em audiência

Pai e filha fazem as pazes em audiência em GO

23/01/2013 - 17h40

A Câmara Permanente de Conciliação do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (Goiás) foi palco de um emocionado reencontro entre pai e filha. Em ação ingressada na 4ª Vara do Trabalho de Goiânia, a trabalhadora reclamava anotação na CTPS e demais verbas trabalhistas do período de dois anos em que atuou na função de body piercing em uma loja de piercing e tatuagem de Goiânia. O dono da empresa era justamente o pai da reclamante.

Os pedidos haviam sido julgados procedentes em parte pelo juiz Eduardo Thon, mas o empregador decidiu recorrer. Foi quando o processo veio para tentativa de conciliação na CPC. Para o coordenador da unidade, servidor José Ludovico Júnior, este foi um dos casos mais difíceis que já enfrentou. “A Justiça do Trabalho é social e conciliadora, vi que mais importante do que findar um processo, era tentar resgatar a harmonia daquela família”, avaliou.

Na audiência de conciliação, os litigantes, por meio de seus advogados, concordaram em realizar o acordo, no total de R$ 2,5 mil. Mas a inimizade continuava. “Eu não podia deixá-los ir embora daquele jeito, como inimigos”, afirmou Ludovico, que discursou improvisadamente sobre a importância da família.

Por fim, o conciliador pediu que, pelo menos, pai e filha dessem um aperto de mão. De repente, o pai se levantou, causando expectativa em todos, pois ninguém sabia qual seria a sua reação. “Rodeando devagar a mesa, o homem parou de frente para a filha e a abraçou, dizendo que ela era a pessoa mais importante em sua vida, então todos começaram a chorar”, recordou-se Ludovico. Segundo ele, este foi um dos momentos mais marcantes para a Câmara de Conciliação. Pai e filha saíram abraçados da sala.


Fonte: TRT-GO

Notícias

Autorização digital não substitui cartório em viagens de menores

18.06.2026 | 16h19  Autorização digital não substitui cartório em viagens de menores Decisão do conselheiro Ulisses Rabaneda rejeita uso exclusivo da assinatura eletrônica do Gov.br DA REDAÇÃO Pais e responsáveis por crianças e adolescentes continuarão obrigados a reconhecer firma em cartório...

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...