Lojas de telefonia podem ter limite de tempo para atender clientes

14/03/2014 - 11h57

Lojas de telefonia podem ter limite de tempo para atender clientes

Projeto estabelece espera máxima de 20 minutos, em dias normais, e de 30 minutos, em vésperas de feriados e datas comemorativas.

Arquivo/Lucio Bernardo Junior
Deley
Deley considera que as empresas do setor menosprezam e desrespeitam o consumidor.

Projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados obriga as lojas das empresas operadoras de telefonia fixa e celular a atender os clientes dentro do tempo de espera máximo de 20 minutos, em dias normais, e de 30 minutos, em vésperas de feriados e datas comemorativas.

O PL 5583/13, de autoria do deputado Deley (PTB-RJ), estabelece ainda que o descumprimento dessas normas resultará em multa, aplicada pelos órgãos oficiais de defesa do consumidor, no valor de R$ 2 mil, dobrada em caso de reincidência, além de outras penas previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

De acordo com a proposta, as lojas deverão distribuir senha para atendimento, com data e horário da retirada, e informar os clientes sobre os tempos máximos de espera por meio de mural ou cartaz em local visível.

Desrespeito ao consumidor
O deputado justifica que, “apesar deste crescimento fenomenal e da grande lucratividade do setor, as empresas têm adotado atitudes e práticas de menosprezo e desrespeito ao consumidor de serviços telefônicos”. Segundo ele, “o atendimento on-line é demorado e manipulador, pois frequentemente desliga, quando o interesse do consumidor é cancelar serviços ou reclamar”.

O atendimento em lojas, ressalta o autor do projeto, “é igualmente desrespeitoso e submete os usuários a esperas intermináveis em filas desconfortáveis”. “O número de atendentes é insuficiente e os métodos de solução de problemas são burocráticos e demorados”, acrescenta.

O objetivo da proposta, diz ele, é exatamente “reprimir o abuso das operadoras e estimular um atendimento mais rápido e eficiente aos clientes”.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Reportagem – Dourivan Lima
Edição – Marcos Rossi - Foto: Arquivo/Lucio Bernardo Junior - Agência Câmara Notícias

 

Notícias

Casamento civil em 2026: Os efeitos do provimento 199/25 do CNJ

Casamento civil em 2026: Os efeitos do provimento 199/25 do CNJ Rudyard Rios O artigo analisa normativas recentes do CNJ sobre o registro civil, com foco no provimento 199/25 e seus impactos no acesso ao casamento civil por populações vulneráveis. quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026 Atualizado às...

Cartórios de todo o Brasil emitem alerta urgente a idosos e brasileiros com bens: novo registro permite escolher quem vai cuidar do seu patrimônio e decisões vitais em caso de incapacidade, evitando brigas familiares

Cartórios de todo o Brasil emitem alerta urgente a idosos e brasileiros com bens: novo registro permite escolher quem vai cuidar do seu patrimônio e decisões vitais em caso de incapacidade, evitando brigas familiares Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 20:00 por Redação A medida é...

O fundamento da usucapião de usufruto

Direito Civil Atual O fundamento da usucapião de usufruto Abrahan Lincoln Dorea Silva William Galle Dietrich 16 de fevereiro de 2026, 13h17 A usucapião é disciplinada, no Código Civil, como meio de aquisição da propriedade. Tanto o artigo 1.238 (usucapião de bens imóveis), quanto o artigo 1.260...