Violar privacidade de quem entrega filho à adoção pode gerar multa de R$ 20 mil

Arns leu o relatório de Izalci Lucas
Geraldo Magela/Agência Senado

Violar privacidade de quem entrega filho à adoção pode gerar multa de R$ 20 mil

Da Agência Senado | 02/08/2023, 15h39

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (2) projeto que determina uma multa de R$ 5 mil a R$ 20 mil reais, para quem divulgar sem autorização informações relativas a mães ou gestantes que optem por entregar o filho à adoção. O PL 1.836/2022, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), é inspirado no caso da atriz Klara Castanho, que optou por entregar à adoção o filho, fruto de um estupro, e cujo caso, segundo ela, foi divulgado publicamente por profissionais de um hospital sem o seu consentimento.

De acordo com o texto, o responsável pela divulgação desses casos, sem a devida autorização, responderá penal, civil e administrativamente. A multa poderá ser dobrada se a divulgação vier de um profissional que teve conhecimento do caso devido à sua função. Já nos casos em que a divulgação partir de emissoras de TV, rádios ou órgãos de imprensa, a multa poderá ser triplicada.

Na justificativa, Kajuru lembra que entregar o filho à adoção é um direito da mulher, processo que sempre é acompanhado pelo Ministério Público e autorizado pelo Poder Judiciário. Para ele, é "repugnante" a divulgação pública não autorizada de informações como essas. A análise projeto segue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Elaborado pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), o relatório foi lido pelo senador Flávio Arns (PSB-PR).

"Não cabe ao Estado, tampouco à sociedade, fazer juízos de valor sobre as razões que levam uma mulher a entregar o filho à adoção. Só ela sabe as razões que a motivam e nada deve de justificativas. É censurável que terceiros divulguem sem autorização informações que em nada interessam à sociedade, pois é uma decisão de foro íntimo", aponta o relatório.

Fonte: Agência Senado

Notícias

STJ muda jogo do Airbnb: locação por temporada agora passa pelo condomínio

STJ muda jogo do Airbnb: locação por temporada agora passa pelo condomínio Condomínios podem decidir sobre limitação dessa modalidade em suas convenções, mas precisará de quórum de dois terços para conseguir aprovar medida Anna França 15/05/2026 08h00 • Atualizado 6 dias atrás A decisão do Superior...

Justiça nega herança por falta de prova de paternidade afetiva

11/05/2026 17:26 Justiça nega herança por falta de prova de paternidade afetiva O Tribunal de Justiça de Rondônia negou o pedido de uma mulher que buscava ser aceita como filha de um homem que morreu. Com isso, ela teve negado o direito à herança. A decisão foi da 2ª Câmara Cível do TJRO. O...

Inventário. União estável. Direito sucessório – cláusula contratual – exclusão – companheiro sobrevivente. Herança – renúncia antecipada. Nulidade

Inventário. União estável. Direito sucessório – cláusula contratual – exclusão – companheiro sobrevivente. Herança – renúncia antecipada. Nulidade TJMS – TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. INVENTÁRIO. UNIÃO ESTÁVEL. CLÁUSULA CONTRATUAL QUE EXCLUI...

STJ: Inadimplente não pode reter imóvel por benfeitorias úteis

Direito de retenção STJ: Inadimplente não pode reter imóvel por benfeitorias úteis Para ministros da 3ª turma, quem está em débito não pode impedir retomada do imóvel até receber eventual indenização por melhorias. Da Redação terça-feira, 12 de maio de 2026 Atualizado às 19:31 Ocupante inadimplente...