Exigências ambientais para empreiteiras poderão aumentar

Construção da Ferrovia Leste-Oeste 

07/03/2014 - 13h20 Comissões - Meio Ambiente - Atualizado em 07/03/2014 - 14h02

Licença ambiental de instalação pode ser obrigatória em edital para licitação de obra pública

 Iara Guimarães Altafin

A apresentação de licença ambiental de instalação - e não apenas de licença ambiental prévia, como atualmente - poderá tornar-se obrigatória para empresas que participam de licitações de obras públicas. A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 401/2013, de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que está na pauta da reunião de terça-feira (11) da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Segundo o projeto, a licença ambiental de instalação deverá estar entre os documentos que devem constar de edital para licitação de obra públicas. A lei em vigor obriga que constem dos anexos de edital para licitação de obras públicas o projeto básico aprovado e as licenças ambientais prévias, entre outros documentos. Já a licença de instalação deve ser obtida pela empresa vencedora da licitação, como condição para o início das obras do projeto.

Segundo Aloysio Nunes, a facilidade de concessão de licenças prévias e a deficiência dos projetos básicos resultam com frequência na paralisação de obras já licitadas, por problemas na obtenção da licença de instalação.

Na opinião do parlamentar, a exigência dessa licença ainda no edital, como previsto no PLS 401/2013, obrigará a administração pública a produzir projetos de melhor qualidade e levará os órgãos ambientais a analisar esses projetos de forma mais criteriosa.

“O licenciamento para instalação de um empreendimento demanda análise mais acurada, o que só pode ocorrer sobre um projeto básico ou executivo que realmente espelhe o que será realizado”, afirma o senador por São Paulo.

O relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), concorda. Ele considera que, ao incluir a licença de instalação como parte integrante do edital, o projeto em exame incentiva o poder público, como gestor do empreendimento a ser licenciado, a produzir estudos adequados à emissão da licença, sem a qual não se poderá iniciar a implantação da obra ou empreendimento.

Após a decisão da CMA, a proposta segue para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

Agência Senado

 

Notícias

Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico

Para toda a vida Ausência de nome paterno em registro não suspende vínculo jurídico 12 de junho de 2026, 20h31 O pai biológico pediu a inclusão de seu sobrenome e a exclusão dos demais sobrenomes utilizados, sob pena, em suas palavras, de barrar os efeitos jurídicos do reconhecimento da filiação...

STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público

Consumidor vulnerável STJ julga se empréstimo consignado para analfabeto exige instrumento público Danilo Vital 14 de junho de 2026, 10h31 Proteção do analfabeto A alternativa é o uso de instrumento público: um documento oficial lavrado por um tabelião de notas, que fica responsável por ler o...

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ

Quinhões desiguais não impedem homologação de partilha amigável, decide STJ 13/05/2026 Fonte: Assessoria de Comunicação do IBDFAM (com informações do Migalhas) Atualizado em 14/05/2026 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça – STJ decidiu, por unanimidade, que a existência de quinhões...